segunda-feira, 8 de setembro de 2008
"Tu... Tu... és como eu!"
"Tu... Tu és... és como eu!" - Conseguem imaginar palavras mais bonitas? Eu não...
"In Memoriam..." - 2
Triunfo da morte:
Hoje penso:
- A vida existe! É bom viver!
Vejo o pássaro que canta
Oiço a brisa morna do Verão
Sinto a vida em Mim...
Amanheço com o dia em flor
Floresço com o nascer dos dias,
Vivo, sem em viver pensar,
O tempo passa, e eu simplesmente vejo-o passar...
Vejo, sozinho, somente
Esta passagem, comum, constante...
Breves instantes de uma vida,
Que de breve tem tudo e não tem nada,
Que de minha, de meu...? tudo o que quero...
E estou sozinho...!!
Face à passagem desse tempo,
Que passa para todos e para ninguém
E ninguém quer que ele passe...
Mas ele passa indiferente a tudo e a todos,
Por mais que o tentemos iludir,
Por mais que não queiramos que ele passe...
Ele passa...
Ultrapassa-nos e continua avançar.
Num rumo perfeitamente definido
Pelo conjunto de todos os acasos que formam a vida?
Ou não...?
Num avanço independente que traça o destino,
Molda a vida, e nos conduz por bifurcações que conduzem ao mesmo lugar?
De qualquer das formas ele passa,
E seja qual for o nosso caminho
Vamos sempre de encontro a ele,
Pois o tempo, imutável, omnipotente,
Também é nosso.
É meu, é teu, é de todos...
Todos tem o seu!!!
Mas o tempo é como a vida
- traiçoeiro - e o tempo que eu tenho como meu
Que é teu e nós julgamos como nosso,
Foge-nos como a areia por entre os dedos...
e acaba...
E o nosso tempo acaba!
E tudo aquilo que vivemos
Sentimos, sofremos...
Tudo aquilo que nós sabíamos verdadeiramente nosso
Desaparece...
Todos os sonhos, ambições, desejos
Esvanecem-se, qual nuvem de fumo...
O Eu, aquilo que me torna único,
faz de Mim Aquele que realmente Sou
Perde-se nas brumas do tempo,
Esse aliado desnecessário...
E então,
Nesse último momento antes do por do sol,
No exacto momento em que o último
Grão de areia foge da minha mão,
E me apercebo da verdadeira felicidade,
Então...
A Morte triunfa...!!!
Este texto tem, no mínimo, 8 anos... talvez mais, talvez menos, não sei ao certo... Escrevi-o enquanto tentava lidar com a morte do irmão de um amigo, um amigo ele mesmo...
Hoje, perdi mais uma amiga... mãe de amigas como não há... Família quase...
A notícia rebentou enquanto preparava o post anterior...
Começo a odiar a segunda semana de Setembro...
Hoje penso:
- A vida existe! É bom viver!
Vejo o pássaro que canta
Oiço a brisa morna do Verão
Sinto a vida em Mim...
Amanheço com o dia em flor
Floresço com o nascer dos dias,
Vivo, sem em viver pensar,
O tempo passa, e eu simplesmente vejo-o passar...
Vejo, sozinho, somente
Esta passagem, comum, constante...
Breves instantes de uma vida,
Que de breve tem tudo e não tem nada,
Que de minha, de meu...? tudo o que quero...
E estou sozinho...!!
Face à passagem desse tempo,
Que passa para todos e para ninguém
E ninguém quer que ele passe...
Mas ele passa indiferente a tudo e a todos,
Por mais que o tentemos iludir,
Por mais que não queiramos que ele passe...
Ele passa...
Ultrapassa-nos e continua avançar.
Num rumo perfeitamente definido
Pelo conjunto de todos os acasos que formam a vida?
Ou não...?
Num avanço independente que traça o destino,
Molda a vida, e nos conduz por bifurcações que conduzem ao mesmo lugar?
De qualquer das formas ele passa,
E seja qual for o nosso caminho
Vamos sempre de encontro a ele,
Pois o tempo, imutável, omnipotente,
Também é nosso.
É meu, é teu, é de todos...
Todos tem o seu!!!
Mas o tempo é como a vida
- traiçoeiro - e o tempo que eu tenho como meu
Que é teu e nós julgamos como nosso,
Foge-nos como a areia por entre os dedos...
e acaba...
E o nosso tempo acaba!
E tudo aquilo que vivemos
Sentimos, sofremos...
Tudo aquilo que nós sabíamos verdadeiramente nosso
Desaparece...
Todos os sonhos, ambições, desejos
Esvanecem-se, qual nuvem de fumo...
O Eu, aquilo que me torna único,
faz de Mim Aquele que realmente Sou
Perde-se nas brumas do tempo,
Esse aliado desnecessário...
E então,
Nesse último momento antes do por do sol,
No exacto momento em que o último
Grão de areia foge da minha mão,
E me apercebo da verdadeira felicidade,
Então...
A Morte triunfa...!!!
Este texto tem, no mínimo, 8 anos... talvez mais, talvez menos, não sei ao certo... Escrevi-o enquanto tentava lidar com a morte do irmão de um amigo, um amigo ele mesmo...
Hoje, perdi mais uma amiga... mãe de amigas como não há... Família quase...
A notícia rebentou enquanto preparava o post anterior...
Começo a odiar a segunda semana de Setembro...
"In memoriam..."

Passaram hoje exactamente 52 semanas desde que fiz a última viagem até ao São João contigo avô... Mas desta vez não foi para fazermos um tratamento na esperança de te por melhor...
Foste na ambulância, eu segui no carro...
Estavas naquele estado que eu sabia que ia acontecer, que me tinha forçado a aceitar conforme o lia nos livros... Mas nada disso ajudou... O sofrimento foi o mesmo e a falta que fazes continua e continuará a ser enorme...
Houve muitas situações estranhas, muitas coisas que só agora começo a perceber minimamente, muitas situações de atrito...Mas só te posso agradecer por tudo, porque muito do quem sou e como sou devo-o a ti...
domingo, 7 de setembro de 2008
Quote of the day...
"Tenho a cabecinha muito doente… Acho que precisa de ferias… se ao menos a pudesse arrancar do pescoço, mete-la numa caixinha (escrito FRAGIL) e manda-la por correio azul para ao pé de ti…"
(Princesa Titoca Currunca)
(Princesa Titoca Currunca)
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